APTAFURG instala Comando Local de Greve (CLG)
A APTAFURG instalou o Comando Local de Greve (CLG) após a assembleia que deliberou pela deflagração da paralisação, realizada na segunda-feira (23/02).
A primeira reunião do CLG ocorreu na sequência da assembleia e reuniu técnicos e técnicas administrativos, de forma presencial e on-line. Entre os encaminhamentos iniciais, foi definida a organização dos trabalhos em grupos responsáveis por áreas estratégicas do movimento, como manutenção das atividades essenciais, mobilização, comunicação e finanças.
Com a instalação do Comando, a coordenação da greve passa a ser conduzida oficialmente pelo CLG, que ficará responsável por articular ações, organizar mobilizações e encaminhar as deliberações da categoria nas duas instituições de ensino representadas pela entidade: a Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS).
As reuniões do Comando Local de Greve estão sendo realizadas diariamente, no turno da manhã, na sede da entidade, e são abertas à participação da categoria.
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📢 APOSENTADOS E APOSENTADAS: A LUTA TAMBÉM É DE VOCÊS!
A história das conquistas da nossa categoria foi construída com a força, a dedicação e o compromisso de quem hoje está aposentado(a).
Cada direito garantido, cada avanço na carreira e cada melhoria nas condições de trabalho carrega a marca da luta de vocês.
Agora, mais uma vez, precisamos dessa experiência e dessa presença ativa.
A APTAFURG convida os(as) aposentados(as) para participarem das assembleias e fortalecerem a greve da categoria.
✊🏽 Porque:
✔️ Aposentados também têm direitos a defender
✔️ As pautas da greve incluem aposentados e pensionistas
✔️ A unidade da categoria é nossa maior força
✔️ Nenhuma conquista vem sem mobilização
Sua presença faz diferença.
Sua voz tem peso.
Sua história nos fortalece.
🗓️ Participe das assembleias
📢 Some-se à greve
🤝 Vamos lutar juntos, como sempre fizemos
A luta não termina com a aposentadoria. Ela continua na defesa da dignidade, dos direitos e do serviço público
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Nota do GT Mulheres da APTAFURG e do Comando Local de Greve sobre o Feminicídio
Basta de feminicídios
O GT Mulheres da APTAFURG e o Comando Local de Greve vem a público manifestar seu repúdio diante do alarmante cenário de violência doméstica e feminicídios que assolam nossa sociedade. No Rio Grande do Sul já foram registrados 18 casos em 53 dias, e em todo o Brasil, mais de 200 feminicídios este ano. Não são somente números, são vidas que foram brutalmente interrompidas.
Enquanto a Campanha anual Março Lilás organiza as ações em diversas instituições, conscientizando sobre a importância da prevenção e do combate ao câncer de mama e colo de útero, que causam a morte de tantas mulheres, outras tantas, saudáveis, cheias de vida e sonhos, estão sendo mortas, pelo simples fato de serem mulheres.
Nosso profundo sentimento de solidariedade aos familiares e entes queridos de todas as vítimas. Sabemos que todas as palavras de conforto são insuficientes diante de tanta barbárie, por isso reforçamos nosso compromisso na luta contra toda e qualquer forma de violência de gênero.
Deixamos aqui o nosso apelo às autoridades para que medidas mais urgentes e eficazes sejam tomadas, que as leis sejam aplicadas de forma mais efetiva, que as medidas protetivas são sejam só um papel, que as redes de atendimento e acolhimento sejam ampliadas, que mais delegacias especializadas sejam disponibilizadas, que mais recursos sejam destinados, que ações educativas sejam permanentes no enfrentamento e na desconstrução da estrutura machista e patriarcal, antes que outras vidas sejam perdidas.
Que a dor se transforme em mobilização, que a indignação seja condutora de mudanças.
Nenhuma a menos.
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Saiba quais são as pautas da Greve 2026 da categoria dos TAEs da FURG e IFRS
🚨 GREVE 2026 – NOSSAS PAUTAS, NOSSOS DIREITOS!
✊🏽 A luta é coletiva. A conquista também!
A categoria técnico-administrativa se mobiliza pelo cumprimento integral do Termo de Acordo de Greve!
📌 Principais reivindicações:
✔️ RSC amplo e irrestrito, incluindo aposentados, pensionistas e doutores
✔️ Jornada de 30 horas semanais sem redução salarial
✔️ Aceleração e reposicionamento para aposentados e pensionistas
✔️ Democracia nas IFEs: paridade, eleições diretas e fim da lista tríplice
✔️ Implantação do plantão 12×60
✔️ Contra a terceirização dos cargos do PCCTAE
✔️ Manutenção do step único e constante
🤝 Só a mobilização garante conquistas.
📢 Participe das assembleias, fortaleça a greve e compartilhe!
#Greve2026 #TAEsEmLuta #APTAFURG #ServiçoPúblico #DireitosJá
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APTFURG realiza assembleia para deliberar Fundo de Greve
O Ponto principal da assembleia será a Deliberação do desconto de Fundo de Greve para todos(as) servidores(as) TAEs da FURG e IFRS;
A assembleia acontece no próximo dia 26/02 , 8h30min da manhã.
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ARTIGO: Do cotidiano real ao ambiente virtual: é preciso falar com os homens
Drn. Mauricio Nazarete Lopes
Em 2025, acompanhamos novamente uma série de crimes de violência de gênero e feminicídios que assolaram o Brasil e o Rio Grande do Sul. A nível do nosso Estado, no mês de abril, durante a Semana Santa, o registro de 10 feminicídios, que ocorreram em nove cidades diferentes. Eram mulheres que possuíam idades que variavam dos 14 aos 54 anos, e na maioria dos casos, foram mortas por ex-companheiros ou companheiros. Já no final do ano, acompanhamos um dos casos mais emblemáticos, Tainara Souza Santos, de 31 anos, foi atropelada e arrastada na cidade de São Paulo, no dia 29 de novembro, por um ex-ficante, conforme reportagem do G1. A vítima veio a falecer no dia 24 de dezembro, véspera de Natal. O caso está sendo tratado como feminicídio e o assassino/agressor está preso desde o dia seguinte ao atropelamento. Na internet, temos acompanhado uma série de reportagens que denunciam práticas machistas, sexistas, misóginas e masculinistas no ambiente virtual. Esses acontecimentos mobilizaram o cenário nacional, possibilitando um movimento que visa resistir e tensionar as masculinidades que são produzidas na sociedade brasileira a partir de diferentes campos dos saberes, com auxílio de campanhas governamentais, acadêmicas e midiáticas.
A partir dessa intensificação de violências de gênero, está cada vez mais evidente, que enquanto sociedade, necessitamos nos reorganizarmos e rompermos com a forma como os homens e as masculinidades são construídas/produzidas em nossa sociedade/cultura brasileira. Desde muito cedo os homens são subjetivados a não demonstrarem emoções, reprimirem sentimentos, serem brutos em suas práticas, performarem uma virilidade que está associada a masculinidades que são nomeadas como tóxicas e/ou hegemônicas entre pesquisadores/as dos Estudos de Gênero e das Masculinidades. Entendemos que as masculinidades, assim como as feminilidades, são construções sociais e culturais, ou seja, homens e mulheres desde o seu nascimento e ao longo de suas vidas estão constantemente se constituindo enquanto sujeitos e assim construindo seus gêneros através da cultura a qual estão inseridos/as.
O conceito de masculinidade hegemônica foi proposto por uma pesquisadora australiana Raewyn Connel. Este conceito analisa a busca dos homens em se manter em uma posição dominante na sociedade através das relações de poder, tanto no que se refere às mulheres, mas também, em relação aos homens com outros homens, principalmente, aqueles que se distanciam das performances/práticas tidas como hegemônicas. Já a masculinidade tóxica, é um termo que foi proposto durante a década de 1980 pelo Psicólogo Shepherd Bliss, mas que se popularizou nos últimos 15 anos entre pesquisadores/as das masculinidades associados/as ao campo da saúde. A masculinidade tóxica é um conceito próximo aos sentidos/significados da teorização da masculinidade hegemônica. Nesse sentido, a masculinidade ela é nomeada de tóxica por essa vertente teórica porque ela pode desenvolver comportamento violento e/ou agressivo ao longo da constituição dos homens, desde a sua a sua infância. Além de estimular práticas de agressões verbais e físicas, apatia, isolamento e não conseguir compartilhar emoções e sentimentos. Ainda em relação as práticas de homens que são constituídos através dessa toxidade, há aqueles que buscam uma necessidade de controle e dominação, principalmente em relação as mulheres, destilando o seu ódio através de práticas sexistas e misóginas. Em relação ao relacionamento com outros meninos/homens, há também uma necessidade por uma hipercompetitividade.
Voltando os nossos olhares para a internet e as redes sociais, este ciberespaço também se tornou uma arena social em que homens utilizam como local para produzir suas violências de gênero. Durante o mês de março, a Netflix lançou a série “Adolescência”, e a série produziu um alerta para pais, familiares, educadores/as, psicólogos/as, mídia, governantes, a respeito da presença da “machosfera” e a cultural “incel” na internet e nas redes sociais. A série retrata a história de um menino, Jamie Miller, de 13 anos, que ao longo de quatro episódios é revelado que assassina sua colega de escola. Adolescência apresenta a “machosfera” e a cultura “incel” como influenciadoras nas atitudes de Jamie. Buscando analisar como os homens estão se constituindo dentro da das redes sociais, dentro do ambiente virtual, há um ecossistema complexo que abrange desde páginas no Instagram, Facebook, assim como, canais no Youtube que pregam uma “autoajuda” masculina, até comunidades virtuais que são declaradamente misóginas como no caso dos Incels e Red Pills. Os Incelssão um grupo de homens que se autodenominam celibatários involuntários. Ou seja, para esses homens as mulheres são culpadas por eles não conseguirem se relacionar com elas, e assim, reproduzem discursos de ódio e de misoginia na internet. Os Red Pills são homens que se sentem dominantes em relação as mulheres. É um termo que surgiu em alusão a pílula vermelha presente no filme Matrix (1999) em que essa daria consciência sobre o que ocorre de fato no mundo, entretanto, um grupo de homens se apropriou desse termo para se constituir enquanto um movimento masculinista.
Além disso, estudos tem demonstrado que os algoritmos que regem as organizações do que os homens devem consumir em suas redes sociais, tem apresentado que esses algoritmos priorizam o engajamento de conteúdos que apresentam discursos de ódio, práticas machistas, sexistas e misóginas, publicações que ridicularizam um engajamento por práticas que busquem uma equidade e igualdade de gênero. Essas páginas e canais com conteúdos espetacularizados acabam sendo monetizados pelas empresas que são responsáveis pelas redes sociais. Todo esse ecossistema complexo presente na internet tem sido nomeado de “Machosfera”, em que suas práticas acabam se tornando um laboratório virtual para práticas de violências que são reproduzidas e validadas por outros homens na vida real, sendo uma dinâmica masculinista que não se restringe somente às telas.
Reunião entre MGI e FASUBRA debate PL 6170 em dia de paralisação da categoria
Aconteceu ontem, 27 de janeiro, data em que a categoria dos técnicos e técnicas em educação paralisou suas atividades, uma reunião entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a FASUBRA. O encontro teve como pauta específica o PL 6170, que trata do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e de outros pontos da carreira.
Segundo os dirigentes da Federação, a mesa não discutiu o cumprimento integral do termo de acordo da greve de 2024, o que segue como eixo central da mobilização com indicativo de greve aprovado para o dia 23 de fevereiro.
A direção da FASUBRA avaliou que houve avanços e consensos no novo texto do PL, com recuos do governo em pontos anteriormente considerados restritivos. Entre os principais avanços, destacam-se:
- Exercício Efetivo: Inclusão de servidores afastados para pós-graduação ou licença para tratamento de saúde, sendo excluída apenas a licença por interesse particular.
- Servidores Cedidos: Passam a ser incluídos no cálculo e no direito ao RSC.
- Fim do Teto de Pontuação: Retirada dos limites percentuais para atividades, conforme construção realizada na CNSC.
- Homologação: Deixa de ser exigida a homologação pelos Conselhos Superiores; a portaria será emitida diretamente após a comissão interna.
- Pontuação Complementar: Para progressão no RSC (por exemplo, de especialização para mestrado), o servidor precisará apenas completar a pontuação faltante, aproveitando pontuações anteriores.
- Ampliação das Atividades: Passam a ser consideradas atividades de ensino, pesquisa, extensão, gestão, assistência especializada (HUs), representação e produção/difusão de conhecimento.
- Tempo de Carreira: Para a primeira concessão do RSC, será considerada toda a vida funcional do servidor, sem o limite de cinco anos anteriormente proposto.
- Memorial sem Defesa: Retirada da exigência de defesa oral, sendo o processo realizado por meio de memorial da trajetória profissional, com documentação comprobatória.
- Fim do Interstício IQ/RSC: Não haverá exigência de tempo de espera entre a concessão do Incentivo à Qualificação (IQ) e o pedido de RSC.
Apesar dos avanços, permanecem impasses entre a FASUBRA e o Governo, entre eles:
- Limite de 75%: Manutenção da limitação de que apenas 75% dos servidores ativos possam receber o RSC. A FASUBRA rejeita qualquer tipo de trava.
- Aposentados e Pensionistas: O governo não incluiu esse grupo no PL. A Federação orientará ações judiciais coletivas e a apresentação de emendas no Congresso para garantir o direito.
- Doutores (RSC 7): Mantida a exclusão de servidores com doutorado do processo de RSC. A FASUBRA segue em disputa contra essa exclusão.
- Estágio Probatório: Permanência da vedação para servidores em estágio probatório. A Federação apresentou parecer jurídico apontando inconstitucionalidade e buscará emendas supressivas.
- Efeitos Financeiros: O governo propõe que o pagamento tenha efeito retroativo à data do pedido, com prazo de análise de até 120 dias, e não à data do cumprimento dos requisitos.
Outros pontos de destaque do PL 6170:
- Plantões e Turnos (HUs): Debate sobre jornada mensal versus semanal e definição de “público” (interno e externo). O governo se comprometeu a dar retorno até o final da semana.
- Terceirização (Capítulo 15): O governo se recusa a retirar o capítulo que amplia a terceirização, alegando demanda da ANDIFES e do CONIF. A FASUBRA mantém posição contrária.
Após a reunião, a FASUBRA apresentou os seguintes encaminhamentos para debate nas bases:
- Assembleias Locais: Realização na quinta e sexta-feira (29 e 30/01) para avaliar os resultados da reunião e deliberar sobre a aceitação dos avanços parciais ou a rejeição integral do PL.
- Plenária Nacional: Continuidade da plenária no sábado (31/01), com o objetivo de consolidar as decisões das bases.
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29 de Janeiro — Dia da Visibilidade Trans
EXISTIR É UM ATO POLÍTICO.
✊
Em um mundo que tenta nos apagar, existir é resistir.
Nossa presença é luta.
Nossa vida importa.
Nossa identidade não é debate.
🗓️ 29 de Janeiro — Dia da Visibilidade Trans
Respeito, dignidade e vida AGORA.
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👉 O silêncio também é escolha. Qual você faz?
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