A terça-feira (28) foi marcada por mobilização e avanços nas negociações envolvendo as

trabalhadoras e os trabalhadores técnico-administrativos em educação. Na parte da manhã, o

Comando Nacional de Greve (CNG) da Fasubra Sindical realizou um ato no térreo do Ministério da

Educação (MEC), com palavras de ordem e cobranças para que o governo federal cumpra

integralmente o acordo firmado com a categoria.

Enquanto a manifestação acontecia no andar térreo, no piso superior do ministério, as

coordenadoras gerais da Fasubra Sindical, Cristina del Papa e Ivanilda Reis, participavam da primeira

reunião ordinária da Mesa Setorial de Negociação Permanente, no âmbito do MEC. O encontro

tratou de pautas estratégicas para a categoria e avançou em alguns pontos considerados

importantes pela entidade.

Entre os temas debatidos, destaque para a questão das eleições nas universidades federais.

A Fasubra reafirmou sua posição histórica em defesa da paridade nos processos eleitorais,

ressaltando o caráter político e ideológico da proposta. A posição foi acompanhada por outras

entidades representativas, e ficou definida a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para aprofundar

o debate. A instalação do GT está prevista para ocorrer em até 10 dias, sendo avaliada como um

avanço pela federação.

Outro ponto discutido foi o tema dos adicionais ocupacionais, previsto no termo de acordo.

A Fasubra solicitou a definição de um cronograma específico para a mesa de discussão no MEC.

Durante a reunião, também foram solicitadas informações sobre o decreto do Reconhecimento de

Saberes e Competências (RSC). Representantes do MEC informaram que o texto já se encontra no

MGI e deve ser encaminhado à Casa Civil na próxima semana, após a conclusão dos trâmites

burocráticos.

Em relação à jornada de trabalho de 30 horas, o MEC informou que a minuta da nota técnica

já está finalizada no âmbito da pasta e segue em debate com o MGI, onde vem sendo defendida. A

Fasubra também cobrou do ministério uma orientação formal para reitores e gestores dos hospitais universitários quanto à aplicação da chamada “ hora ficta” no formato de folga, visando uniformizar

o entendimento sobre o tema nas instituições.

O dia evidenciou a combinação entre pressão nas ruas e negociação institucional como

estratégia da categoria na busca por avanços concretos em suas reivindicações.

Fonte e fotografia : FASUBRA 

Screenshot