{"id":4803,"date":"2024-02-27T15:27:43","date_gmt":"2024-02-27T18:27:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aptafurg.org.br\/novo\/?p=4803"},"modified":"2024-02-27T15:27:43","modified_gmt":"2024-02-27T18:27:43","slug":"nasci-no-movimento-negro-e-nele-me-constituo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aptafurg.org.br\/novo\/nasci-no-movimento-negro-e-nele-me-constituo\/","title":{"rendered":"Nasci no Movimento Negro e nele me constituo"},"content":{"rendered":"<p>Gabriele Costa Pereira sou mestre em Educa\u00e7\u00e3o, licenciada em Letras Portugu\u00eas Franc\u00eas e criadora do projeto Turbante-se com Gabriele Costa.<\/p>\n<p class=\"s3\"><span class=\"s2\">In\u00edcio est\u00e1 escrita, pontuando a import\u00e2ncia dos meus la\u00e7os familiares, pois a minha fam\u00edlia foi de Movimento Negro, educava os seus para a sua valoriza\u00e7\u00e3o enquanto ra\u00e7a\/cor, a minha base foi que me ergueu para me tornar uma ativista da pauta racial nos dias de hoje, de forma que busco por interm\u00e9dio da educa\u00e7\u00e3o uma educa\u00e7\u00e3o antirracista nos espa\u00e7os de ensino formais e informais. O Movimento Negro te ensina a import\u00e2ncia da coletividade, em que tudo que n\u00f3s somos \u00e9 porque estamos em comunh\u00e3o, como tamb\u00e9m te ensina a caminhar com as suas pr\u00f3prias pernas para teres a autonomia de buscar o seu destino mas sempre pontuando a sua base e a sua luta pela pauta racial.<\/span><\/p>\n<p class=\"s3\"><span class=\"s2\">Quando crian\u00e7a, na foto <\/span><span class=\"s2\">com os <\/span><span class=\"s2\">meus <\/span><span class=\"s2\">presentes de um ano, estava a minha boneca preta, meus av\u00f3s paternos <\/span><span class=\"s2\">Dacila<\/span><span class=\"s2\"> Almeida e <\/span><span class=\"s2\">P\u00e1scacio<\/span><span class=\"s2\"> Pereira, me deram, fui a \u00fanica neta a ganhar aquela boneca preta, porque ser\u00e1? &nbsp;Hoje com meus 37 anos, imagino os motivos pois sou a \u00fanica da fam\u00edlia pereira que sigo lutando pela nossa ra\u00e7a\/cor. <\/span><span class=\"s2\">Minha av\u00f3 era mesti\u00e7a, estrangeira, nascida no Uruguai, trabalhou nas f\u00e1bricas de peixe na cidade de Rio Grande e cada vez que tinha que ir acertar sua documenta\u00e7\u00e3o haviam situa\u00e7\u00f5es que a entristeciam, me lembro como se fosse hoje: &#8211; Av\u00f3 tem que ir l\u00e1, sen\u00e3o mandam ela de volta pro Uruguai e tu n\u00e3o vai mais ver ela! O v\u00f4 era da Brigada<\/span><span class=\"s2\">, tocava sax no Caixeral, depois virou sapateiro para se distrair. Ele era muito bravo, e minhas tias contavam que ele levava elas nos bailes do Oriente, onde elas dan\u00e7avam e concorriam <\/span><span class=\"s2\">a t\u00edtulos<\/span><span class=\"s2\"> de beleza afro, Mais bela negra, Miss Caf\u00e9 com Leite, entre outros.<\/span><\/p>\n<p class=\"s3\"><span class=\"s2\">Na fam\u00edlia dos meus av\u00f3s maternos <\/span><span class=\"s2\">El\u00f3a<\/span><span class=\"s2\"> Cardoso e <\/span><span class=\"s2\">Deoracy<\/span><span class=\"s2\"> Costa, meus av\u00f3s sempre me ensinaram os valores da moradia no campo, a import\u00e2ncia de brincar no barro e fazer casas, comidas em fog\u00e3o de lenha, buscar frutas no meio da mata fechada, aprender a viver com o m\u00ednimo mas ser feliz.<\/span> <span class=\"s2\">Meus av\u00f3s maternos junto com os familiares da minha av\u00f3 criaram a Sociedade Recreativa Disfar\u00e7a e Olha em 1957, um espa\u00e7o de resist\u00eancia cultural para eles se divertirem e <\/span><span class=\"s2\">de valoriza\u00e7\u00e3o da cultura negra, mas haviam alguns amigos brancos, pois naquela <\/span><span class=\"s2\">\u00e9poca n\u00e3o<\/span><span class=\"s2\"> permiti<\/span><span class=\"s2\">am a entrada de negros nos bailes<\/span><span class=\"s2\"> de brancos<\/span><span class=\"s2\"> na cidade.<\/span><\/p>\n<p class=\"s3\"><span class=\"s2\">Meus pais, meu pai Jesus Francisco <\/span><span class=\"s2\">Pereira<\/span><span class=\"s2\"> se casa com a minha m\u00e3e Maria Aparecida Costa, com o cabelos Blake Power, no Bra\u00e7o \u00e9 Bra\u00e7o, onde era um baile para pessoas negras em Rio Grande. A m\u00e3e sempre envolvida em doa\u00e7\u00f5es informais de roupas e comidas (at\u00e9 hoje), era da cooperativa que distribu\u00eda vales de leites para as fam\u00edlias da Dom Bosquinho, meu pai se torna sindicalista da Corsan quando eu ainda era crian\u00e7a. <\/span><span class=\"s2\">Eu n<\/span><span class=\"s2\">asci, em 1986 no meio destas pessoas<\/span><span class=\"s2\"> que j\u00e1 luta<\/span><span class=\"s2\">vam por seus direitos sejam eles de ra\u00e7a, g\u00eanero ou classe.<\/span><\/p>\n<p class=\"s4\">\u200b<span class=\"s2\">Mal nasci e j\u00e1 fu<\/span><span class=\"s2\">i pra creche da vila, e hoje como eu agrade\u00e7o, a educa\u00e7\u00e3o e os espa\u00e7os de ensino sempre foram algo muito presente na minha vida, minha <\/span><span class=\"s2\">m\u00e3e recreacionista de escolas infantis, a minha jornada era, escola e creche, sempre. E nas f\u00e9rias, na casa dos meus av\u00f3s maternos com a educa\u00e7\u00e3o no campo e a lida. Sempre contei quantos eram meus pares negros em todos os espa\u00e7os, que eu estava (at\u00e9 hoje). Desde a escola at\u00e9 as aulas do doutorado em educa\u00e7\u00e3o como aluna especial na Universidade Federal de Pelotas, l\u00e1 somos onze, contando com a professora. Um sonho, chegar neste espa\u00e7o com meus <\/span><span class=\"s2\">pares!Mas<\/span><span class=\"s2\"> at\u00e9 chegar a\u00ed, passei <\/span><span class=\"s2\">(passo) <\/span><span class=\"s2\">por muitas coisas desnecess\u00e1rias que hoje me fortalecem, enquanto Gabi, hoje sou conhecida como a Gabi dos Turbantes, a professora mestra em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal do Rio Grande, cr<\/span><span class=\"s2\">iadora do projeto <\/span><span class=\"s2\">Turbante-se<\/span><span class=\"s2\"> com Gabriele Costa.<\/span> <span class=\"s2\">Em abril de 2014, comecei a trabalhar na rede estadual de ensino como monitora de alunos portadores de necessidades especiais, um gr<\/span><span class=\"s2\">ande desafio, duas meninas com paralisia cerebral no ensino m\u00e9dio, em uma escola que na \u00e9poca n\u00e3o estavam preparados para nos receber. Mas conseguimos, hoje a Fernanda Moreira, a qual acompanhei os tr\u00eas anos de ensino m\u00e9dio, est\u00e1 formada em biblioteconomia. E nesta escola junto com a Fernanda, uma menina negra e as minhas pesquisas colaborei com as atividades para as pautas raciais neste espa\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p class=\"s4\"><span class=\"s2\">A minha trajet\u00f3ria inicia ap\u00f3s um convite para uma reuni\u00e3o da juventude negra do <\/span><span class=\"s2\">Conselho Municipal do De<\/span><span class=\"s2\">senvolvimento Social e Cultural <\/span><span class=\"s2\">da Comunidade Negra <\/span><span class=\"s2\">COMDESCCON de Rio Grande, pelo meu primo Marcel Amaral, no antigo pres\u00eddio da cidade, \u00e9ramos poucos mas com muita vontade. Eu era uma das \u00fanicas<\/span><span class=\"s2\"> pessoas<\/span><span class=\"s2\"> formada<\/span><span class=\"s2\">s<\/span><span class=\"s2\"> na \u00e9poca e da licenciatura, em mar\u00e7o de 2014. Foi a partir deste encontro que eu amadureci ainda mais a minha identidade racial. A cada reuni\u00e3o era um novo saber, uma nova pessoa que eu conhecia do movimento negro de Rio Grande, algumas delas j\u00e1 partiram para outro plano, mas foram muito importantes para mim. <\/span><span class=\"s2\">Participava tamb\u00e9m de algumas a\u00e7\u00f5es do NEABI- <\/span><span class=\"s2\">FURG.<\/span><span class=\"s2\">Mas<\/span><span class=\"s2\"> ao mesmo tempo que eu estava ali com eles e elas, durante a jornada acad\u00eamica, eu j\u00e1 estudava a Carolina Maria de Jesus, Machado de Assis, Frantz <\/span><span class=\"s2\">Fanon<\/span><span class=\"s2\">, <\/span><span class=\"s2\">Aim\u00e9<\/span> <span class=\"s2\">Cesair\u00e9<\/span><span class=\"s2\">, pesquisava lendas tradicionais sobre negros. Eu j\u00e1 fazia algumas movimenta\u00e7\u00f5es&#8230;<\/span><\/p>\n<p class=\"s3\"><span class=\"s2\">Foi l\u00e1 na juventude negra que conheci meus pares, que sou muito grata, mesmo que os nossos destinos tenham nos distanciado. <\/span><span class=\"s2\">Em algumas reuni\u00f5es, devido a demanda, \u00e9ramos poucos que \u00edamos para as reuni\u00f5es do conselho municipal, eu e o Marcel est\u00e1vamos quase sempre, aprendendo tudo. E nestes encontros que percebi a quantidade de professoras negras que haviam ali, as quais me motivaram a seguir em frente, eram elas: Margareth, Ingrid, Carmem, Gisele, Cassiane, Marisa, Renata, Lisiane, entre outras. Estas professoras foram as bases da minha educa\u00e7\u00e3o para as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnicas e do meu amadurecimento neste espa\u00e7o que eram das reuni\u00f5es. Observando o empenho delas nos espa\u00e7os de ensino, <\/span><span class=\"s2\">Profa.<\/span> <span class=\"s2\">Dra<\/span> <span class=\"s2\">Cassiane era a \u00fanica da Universidade Federal do Rio Grande as demais eram da rede estadual e municipal, mas que trabalhavam incansavelmente pela efetividade da Lei n\u00ba10639\/03.<\/span><\/p>\n<p class=\"s4\"><span class=\"s2\">Nos encontros do conselho, <\/span><span class=\"s2\">foi onde observei<\/span><span class=\"s2\"> o Turb<\/span><span class=\"s2\">ante na cabe\u00e7a das pessoas que estavam nas reuni\u00f5es, a Maria da Gra\u00e7a Amaral, estava sempre com ele, <\/span><span class=\"s2\">por ser amiga das minhas tias, sempre me chamava a aten\u00e7\u00e3o de ver ela com o turbante. E foi em um dos encontros que conheci a Marcia<\/span><span class=\"s2\">Domingues<\/span><span class=\"s2\"> e juntas percebemos a necessidade de ajudar nas atividades de novembro nas escolas, foi quando eu sugeri a cria\u00e7\u00e3o da oficina de turbantes, que no pr\u00f3ximo ano completa dez anos de projeto.<\/span><span class=\"s2\"> No ano de <\/span><span class=\"s2\">2015, &nbsp;me<\/span><span class=\"s2\"> tornei <\/span><span class=\"s5\">c<\/span><span class=\"s5\">omponente do Coletivo de igualdade racial e do combate ao racismo do Sin<\/span><span class=\"s5\">dicato dos professores do RS- CPERGS.<\/span><\/p>\n<p class=\"s3\"><span class=\"s2\">Em 2017, participei como <\/span><span class=\"s2\">colaboradora do<\/span><span class=\"s2\"> curso de extens\u00e3o Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Literatura Afro-Brasileira junto com o Prof. Rodrigo Pereira e a Profa. Mestra. Mara L\u00edvia. No ano de 2018, representei o Rio Grande do Sul, na Confer\u00eancia Nacional de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial (IV CONAPIR) na tem\u00e1tica da educa\u00e7\u00e3o.<\/span> <span class=\"s2\">Neste mesmo ano, apresentei<\/span><span class=\"s2\"> uma palestra sobre \u201cAn<\/span><span class=\"s2\">cestralidade e Pertencimento: a <\/span><span class=\"s2\">educa\u00e7\u00e3o \u00e9tnico-racial atrav\u00e9s dos museus \u201c, organizada pelo Museu<\/span><span class=\"s2\"> da Cidade do Rio Grande<\/span><span class=\"s2\">, sendo \u00e0 primeira mulher n<\/span><span class=\"s2\">egra na hist\u00f3ria do munic\u00edpio a palestrar nesta tem\u00e1tica <\/span><span class=\"s2\">naquele espa\u00e7o.<\/span><span class=\"s2\"> No pr\u00f3ximo ano, em 2019, <\/span><span class=\"s2\">fui convidada a participar da Comiss\u00e3o Especia<\/span><span class=\"s2\">l da Igualdade Racial da OAB do <\/span><span class=\"s2\">munic\u00edpio de Rio Grande, como Membro Honor\u00e1ria, sendo a \u00fanic<\/span><span class=\"s2\">a professora entre o grupo. Neste mesmo ano, <\/span><span class=\"s2\">fui homenageada pela 18\u00ba CREA atrav\u00e9s da assessora das Rela\u00e7\u00f5es \u00c9tnicas,<\/span><span class=\"s2\"> pelo meu projeto <\/span><span class=\"s2\">Turbante-se<\/span><span class=\"s2\"> com Gabriele Costa. <\/span><span class=\"s2\">Em 2020, foi o lan\u00e7ament<\/span><span class=\"s2\">o do livro \u201cMeus pretos velhos:<\/span><span class=\"s2\">hist\u00f3ria, trajet\u00f3ria e identidades de fam\u00edlias negras de jovens univer<\/span><span class=\"s2\">sit\u00e1rios.\u201d no qual eu fiz parte <\/span><span class=\"s2\">contando um pouco da hist\u00f3ria da minha fam\u00edlia, com o cap\u00edtulo <\/span><span class=\"s2\">\u201cAncestralidade: Minha hist\u00f3ria <\/span><span class=\"s2\">de vida\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"s3\"><span class=\"s2\">Ingressei no mestrado em 2020,<\/span> <span class=\"s2\">como cotista racial,<\/span><span class=\"s2\"> levando a tem\u00e1tica do turbante como forma\u00e7\u00e3o de professores, ao ser orientada pela profa. Dra. Amanda Castro, fico inserido no Grupo Interdisciplinar L\u00e9lia Gonz\u00e1les, o qual me abre portas em plena uma pandemia de apresentar o meu projeto para o Brasil de forma online (sou muito grata). Em 2021 me torno professora da rede estadual de ensino, onde ao longo do ano nas onze turmas e nas tr\u00eas escolas, trabalhava a tem\u00e1tica da pauta racial. E em 2023, torno <\/span><span class=\"s2\">o <\/span><span class=\"s2\">meu projeto<\/span><span class=\"s2\">, n<\/span><span class=\"s2\">a minha disserta\u00e7\u00e3o d<\/span><span class=\"s2\">e<\/span><span class=\"s2\"> mestrado, <\/span><span class=\"s2\">nomeada de<\/span> <span class=\"s2\">E<\/span><span class=\"s2\">duca\u00e7\u00e3o<\/span><span class=\"s2\"> A<\/span><span class=\"s2\">ntirracista<\/span> <span class=\"s2\">e forma\u00e7\u00e3o docente atrav\u00e9s de oficinas de turbantes nas escolas de<\/span><span class=\"s2\"> R<\/span><span class=\"s2\">io<\/span><span class=\"s2\"> G<\/span><span class=\"s2\">rande-<\/span> <span class=\"s2\">RS<\/span><span class=\"s2\"> sob<\/span><span class=\"s2\"> a orienta\u00e7\u00e3o da<\/span> <span class=\"s2\">Profa.<\/span> <span class=\"s2\">Dra<\/span><span class=\"s2\">. Amanda Castro e da Profa. Dra. Cassiane Paix\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"s3\"><span class=\"s2\">E nestes dez <\/span><span class=\"s2\">anos, de projeto <\/span><span class=\"s2\">Turbante-<\/span><span class=\"s2\">se<\/span><span class=\"s2\"> ,<\/span> <span class=\"s2\">foram muitos espa\u00e7os formais e informais de ensino, que me oportunizaram ensinar sobre o turbante e a sua hist\u00f3ria<\/span><span class=\"s2\">.<\/span> <span class=\"s2\">Ent\u00e3o a partir das minhas<\/span><span class=\"s2\"> heran\u00e7as <\/span><span class=\"s2\">e<\/span> <span class=\"s2\">as<\/span> <a name=\"_GoBack\"><\/a><span class=\"s2\">a\u00e7\u00f5es no movimento social negro me constituiu para abrir as portas para a minha entrada nos espa\u00e7os acad\u00eamicos, com a contribui\u00e7\u00e3o em cursos de extens\u00e3o para os professores da rede municipal e estadual, oficinas nos espa\u00e7os, produ\u00e7\u00f5es escritas, apresenta\u00e7\u00f5es e eventos.<\/span><\/p>\n<p class=\"s3\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"s4\"><span class=\"s2\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gabriele Costa Pereira sou mestre em Educa\u00e7\u00e3o, licenciada em Letras Portugu\u00eas Franc\u00eas e criadora do projeto Turbante-se com Gabriele Costa. 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