{"id":3923,"date":"2021-11-11T10:15:43","date_gmt":"2021-11-11T12:15:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aptafurg.org.br\/novo\/?p=3923"},"modified":"2021-11-11T10:15:46","modified_gmt":"2021-11-11T12:15:46","slug":"pesquisa-na-pandemia-e-tema-de-debate-entre-a-comunidade-academica-da-furg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aptafurg.org.br\/novo\/pesquisa-na-pandemia-e-tema-de-debate-entre-a-comunidade-academica-da-furg\/","title":{"rendered":"Pesquisa na Pandemia \u00e9 tema de debate entre a comunidade acad\u00eamica da FURG"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por Tiago Collares<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma roda de conversa on-line sobre pesquisa na pandemia deu continuidade as discuss\u00f5es do I Semin\u00e1rio Integrado FURG \u2013 A vida acad\u00eamica em tempos de pandemia, na manh\u00e3 desta quarta-feira (10).Mediado por Let\u00edcia Falc\u00e3o, graduanda de Agroecologia pela Universidade Federal do Rio Grande, Campus S\u00e3o Louren\u00e7o do Sul, o GT proporcionou a reflex\u00e3o e um amplo debate sobre o tema a partir do relato de experi\u00eancias acad\u00eamicas no contexto da Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Um p\u00fablico bastante diverso contribuiu com a plen\u00e1ria, que contou com a presen\u00e7a de pessoas que est\u00e3o iniciando a sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica em um curso de gradua\u00e7\u00e3o, na pesquisa acad\u00eamica, t\u00e9cnicos administrativos em educa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de professoras e professores com mestrado e doutorado, que expuseram o quanto o trabalho \u00e0 dist\u00e2ncia impactou no desenvolvimento das suas pesquisas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFiquei curiosa em saber como se desenvolveram as pesquisas das pessoas neste momento da pandemia\u201d, comentou Bruna Alfenas, graduanda do primeiro ano de Artes Visuais Bacharelado da FURG, ao justificar a sua participa\u00e7\u00e3o no encontro. Isabella Ara\u00fajo, graduanda de Com\u00e9rcio Exterior no Campus Santa Vit\u00f3ria do Palmar da FURG, destacou a mesma expectativa. \u201cEstou aqui para ouvir o que voc\u00eas tem para falar. Observar as experi\u00eancias. N\u00e3o participo de nenhum grupo, mas me interessei pelo debate por conta da elabora\u00e7\u00e3o do meu TCC, que j\u00e1 \u00e9 uma pesquisa\u201d, pontuou.<\/p>\n\n\n\n<p>As alunas, que tamb\u00e9m destacaram a atualidade do tema em discuss\u00e3o, refor\u00e7aram a import\u00e2ncia de espa\u00e7os de di\u00e1logo como os propostos pelo semin\u00e1rio, especialmente, para quem est\u00e1 ingressando na universidade e, consequentemente, na pesquisa acad\u00eamica.<\/p>\n\n\n\n<p>Professora dos cursos de Educa\u00e7\u00e3o no Campo e Letras do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o do Campus S\u00e3o Louren\u00e7o do Sul da FURG, Jana\u00edna Lapuente resumiu a pesquisa na pandemia como \u201cum momento de efervesc\u00eancia\u201d. Na sua fala compartilhou alguns resultados de uma grande rede organizada pelo grupo de pesquisa Alfabetiza\u00e7\u00e3o e Letramento, ao qual faz parte, que reuniu 29 universidades para o estudo do ensino remoto e da Pol\u00edtica Nacional de Alfabetiza\u00e7\u00e3o. Segundo a professora, uma articula\u00e7\u00e3o que envolveu pesquisadoras e pesquisadores do Brasil inteiro, no formato on-line, e que contou com um retorno de mais de 15 mil docentes que responderam os question\u00e1rios aplicados. Uma das conclus\u00f5es foi o aumento da carga de trabalho. \u201cA casa \u00e9 viva e chama outras demandas\u201d, argumentou a professora.<\/p>\n\n\n\n<p>Ozelito Amarante Junior, professor do Instituto de Oceanografia da FURG, fez uma s\u00edntese das dificuldades das pesquisadoras e pesquisadores, especialmente, daqueles que dependem de an\u00e1lises de campo. Pesquisador na \u00e1rea de contaminantes emergentes, como f\u00e1rmacos, perfumes, filtros solares e pesticidas, relatou os desafios para a coleta e an\u00e1lises de materiais no per\u00edodo pand\u00eamico. A cobran\u00e7a e a necessidade de adapta\u00e7\u00f5es ao chamado \u201cnovo normal\u201d tamb\u00e9m foram destaques na sua manifesta\u00e7\u00e3o, em tom de desabafo. \u201cMinha \u00e1rea \u00e9 campo e n\u00e3o tinha a menor condi\u00e7\u00e3o de fazer isso. Os n\u00edveis de exig\u00eancia e de cobran\u00e7a continuaram os mesmos na pesquisa acad\u00eamica, apesar das dificuldades e cuidados necess\u00e1rios impostos pela pandemia. Transformei um quatro de h\u00f3spedes em escrit\u00f3rio de trabalho, mas tem muita gente que n\u00e3o conseguiu fazer isso. Para muitos, o escrit\u00f3rio de trabalho foi a mesa de jantar que dividia com a fam\u00edlia\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>O t\u00e9cnico administrativo em Educa\u00e7\u00e3o, Edi Junior, lotado no Instituto de Oceanografia, acompanhou o relato do seu antecessor e ressaltou os obst\u00e1culos vivenciados pelos servidores e servidoras. \u201cTive dificuldades, no in\u00edcio, com a mistura da casa com o trabalho. O retorno ao modelo presencial me deu um f\u00f4lego! Vou para a universidade e resolvo as coisas tudo l\u00e1. O meu trabalho \u00e9 essencialmente presencial\u201d, salientou. O servidor tamb\u00e9m afirmou que, no modelo remoto, a carga de trabalho era maior. \u201cA elabora\u00e7\u00e3o das v\u00eddeo-aulas, por exemplo. Para mim, era trabalho dobrado ou triplicado. Preparar, gravar, editar a aula. O que ocuparia, talvez, um turno em uma condi\u00e7\u00e3o normal levava dois, tr\u00eas dias para finalizar o material\u201d, finalizou.<\/p>\n\n\n\n<p>A s\u00edntese das manifesta\u00e7\u00f5es do GT foi compilada em um relat\u00f3rio, que ser\u00e1 encaminhado e apreciado pela universidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Tiago Collares Uma roda de conversa on-line sobre pesquisa na pandemia deu continuidade as discuss\u00f5es do I Semin\u00e1rio Integrado FURG \u2013 A vida acad\u00eamica em tempos de pandemia, na manh\u00e3 desta quarta-feira (10).Mediado por Let\u00edcia Falc\u00e3o, graduanda de Agroecologia pela Universidade Federal do Rio Grande, Campus S\u00e3o Louren\u00e7o do Sul, o GT proporcionou a&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3237,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[232],"tags":[],"class_list":["post-3923","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aptafurg.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3923","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aptafurg.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aptafurg.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aptafurg.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aptafurg.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3923"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aptafurg.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3923\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3924,"href":"https:\/\/www.aptafurg.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3923\/revisions\/3924"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aptafurg.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3237"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aptafurg.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3923"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aptafurg.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3923"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aptafurg.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3923"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}